Fábbio na Maratona de Chicago: a lição de vida ao correr a primeira maratona
 
Correr a sua primeira maratona, em Chicago, foi uma lição de vida para Fábbio

Fábbio na Maratona de Chicago: a lição de vida ao correr a primeira maratona

Da vida sedentária à linha de chegada da Maratona de Chicago, uma das seis provas da série Abbott World Marathon Majors, realizada em outubro de 2017, Fábbio Vinicius da Silva levou menos de dois anos. Uma grande vitória para quem, no final de 2015, chegava aos quase 100 quilos e já apresentava problemas de saúde decorrentes do excesso de peso. Mas ao virar o jogo e mudar completamente seu estilo de vida e hábitos alimentares, Fábbio provou que, mais do que caminhar juntas, atividade física e saúde correm mesmo lado a lado.

"Tenho muito orgulho de ter completado a maratona", diz Fábbio. Não foi nada fácil. A experiência em Chicago transformou-se em mais uma história de superação na vida deste atleta amador de 31 anos, que é representante de promoção de vendas da Divisão de Farmacêuticos Estabelecidos (EPD), em Goiânia (GO).

O durante...

Fábbio emocionou-se na largada, impressionado com o mais de um milhão e meio de pessoas que se espalhavam pelas ruas de Chicago para acompanhar o circuito da maratona. Mas o que mais chamou a atenção do corredor foram as crianças, algumas bem pequenas, estendendo as mãozinhas para cumprimentar os participantes.

Entre gritos de apoio e os passos rápidos dos maratonistas, tudo ia muito bem até os 20 primeiros quilômetros, quando uma inesperada câimbra começou a provocar dores e a atrapalhar seus movimentos. "Em determinado momento, eu estava andando, puxando a perna, quando vi um menininho com a mão estendida. Ele ficou tão feliz por me ver. Isso acabou me dando muita energia", conta Fábbio.

Outro instante marcante foi quando Fábbio passou pela área destinada à torcida da Abbott, já no final do percurso. "Essa hora foi até mais emocionante do que receber a medalha", afirma.

Mesmo com dores, ele completou os 42 quilômetros e 195 metros em 4 horas, 51 minutos e 51 segundos. A intenção inicial era terminar o percurso em menos de 4 horas. Não deu. Mas os ensinamentos que levará vida afora são muitos. "A maior lição que ficou foi saber que, por mais preparado que você esteja, também é preciso estar pronto para encarar as adversidades que surgirem. Na minha vida, hoje, sei que vou saber enfrentar qualquer tipo de problema", reconhece.

...e o depois da maratona

Fábbio confessa que está "doido para recomeçar a correr" e já queria inscrever-se numa meia maratona em Brasília, mas sua assessoria técnica recomendou não participar de provas até o final de 2017. Seu corpo precisava se recuperar do esforço dispendido em Chicago. Afinal, atividade física e saúde precisam estar alinhadas para não prejudicar o bem-estar do atleta.

Para 2018, Fábbio pretende participar de duas maratonas internacionais, sendo uma delas da série Abbott World Marathon Majors. Talvez a de Berlim. Ou a de Nova York, no segundo semestre. Mas ele já tem metas definidas para mais adiante. O objetivo é conseguir alcançar bons índices para correr, em 2020, a maratona de Boston, prova que exige ótimas performances anteriores. "O charme de correr em Boston é alcançar o índice para a faixa etária. Minha faixa exige que eu tenha completado uma maratona abaixo de 03:05:00, por isso quero alcançar essa marca em 2019".

Além de Boston, o desejo maior de Fábbio é correr as seis principais maratonas do mundo. Londres, por exemplo, tem significado especial: sua irmã Caroline está morando lá, portanto seria uma boa oportunidade para revê-la. Em Berlim, ele quer conhecer pela cultura local. Em Nova York e Tóquio, quer completar o circuito das Abbott World Marathon Majors.

Medalha na moldura

Por enquanto, a fase é de descanso alternado com a retomada de treinos. A medalha que recebeu na Maratona de Chicago já está emoldurada, enfeitando a sala de sua casa em Goiânia. Junto dela, está o troféu que ganhou durante um almoço na sede da Abbott, em Chicago, onde conheceu a história da empresa.

Fábbio, do alto de seus 1,80 metros e 74 quilos (os quase três dígitos na balança já ficaram para trás há muito tempo), não hesita em dizer que são os objetivos que nos mantêm focados em busca dos resultados. Se para ser feliz, dizem, é preciso plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, Fábbio acrescenta um quarto item: correr uma maratona. Só quem conhece a adrenalina das pistas sabe o prazer que se movimentar proporciona. A saúde também agradece.