Alimentação saudável para viver melhor
 
Alimentação saudável para viver melhor

Alimentação saudável para viver melhor

Por Catarina Arimateia
Com o crescimento da expectativa de vida no Brasil, é indispensável adotar uma alimentação saudável para viver melhor e mais.

O Brasil está envelhecendo. Em ritmo acentuado de crescimento, a expectativa média de vida no Brasil é de 75,5 anos - 71,9 para os homens e 79,1 para as mulheres. Os dados são da Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil1, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, com dados de 2015. Uma boa notícia, já que em 2000 a expectativa de vida era de apenas 69,8 anos. Viver melhor, portanto, tornou-se hoje uma das principais preocupações da população. E a alimentação saudável é fundamental para garantir que a longevidade caminhe lado a lado com a saúde.

Cardápio equilibrado

Tão indispensável quanto atividades físicas, nutrir-se corretamente é sinônimo de bem-estar em todas as idades. Afinal, chegar à maturidade saudável e com energia não deixa de ser consequência de cuidados tomados ao longo da vida. As proteínas, por exemplo, encontradas principalmente em carnes, ovos e no leite e seus derivados, são responsáveis pela saúde dos músculos; atuam em nosso sistema de defesa, no sistema imunológico, e no correto funcionamento do metabolismo, entre outras funções.

Os carboidratos, presentes em cereais, pães, massas, arroz (prefira os carboidrato integral), são fontes de energia e determinantes para o organismo funcionar de maneira certa.  As frutas, hortaliças (legumes e verduras) são excelentes fontes de fibras, vitaminas e minerais. As vitaminas são nutrientes essenciais; a vitamina D destaca-se por seu papel na absorção do cálcio, fundamental para a saúde dos ossos. Já os sais minerais estão diretamente ligados ao bom funcionamento do metabolismo. Dois bons exemplos são o cálcio, que não apenas atua na formação dos ossos, mas também em funções neuromusculares e de coagulação do sangue; e o iodo, indispensável para o bom desempenho da glândula tireoide.

Proteínas insuficientes

Segundo o estudo Recomendações de Dietas Ricas em Proteínas e a Prevenção da Sarcopenia, divulgado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a idade não necessariamente reduz a resposta do organismo à absorção de proteínas, sendo a ingestão de 25 a 30 gramas de proteína por refeição responsável por estimular a síntese da proteína, tanto em jovens quanto em pessoas mais velhas.

No entanto, esse processo é prejudicado em idosos quando a quantidade de proteína é inferior a 20 gramas por refeição. Ainda de acordo com o estudo, depois dos 30 anos, a cada década há uma redução de 3 a 8% da massa muscular magra. Por isso, a importância de se manter uma dieta rica em proteínas e ter especial atenção a ela à medida que a idade avança.

A absorção irregular de proteínas, imprescindíveis para a construção da massa muscular, também pode ocorrer quando há um quadro de distúrbio alimentar, por exemplo, ou por problemas gastrointestinais, além de outros fatores, como a imobilidade da pessoa durante determinado tempo, em decorrência de internação hospitalar ou repouso obrigatório.

Repondo a massa magra

Em certos casos, é necessário recorrer a suplementos alimentares para garantir uma dosagem diária equilibrada de proteínas. Os atletas, por exemplo, consomem muita energia e necessitam de nutrientes hiperproteicos. Os que sofrem de sarcopenia – perda progressiva de massa muscular – também precisam desse tipo de suplemento. A força e a função da musculatura esquelética são comprometidas por essa perda, que costuma ocorrer principalmente durante o processo de envelhecimento.

Sempre é bom lembrar que é importante consultar um médico e nutricionista para buscar uma alimentação balanceada, acompanhada de hábitos saudáveis, como a adoção de uma rotina de exercícios adequada à sua idade e às suas condições físicas. Afinal, a ideia é viver mais e com qualidade de vida.

Referências

  1. ftp://ftp.ibge.gov.br/Tabuas_Completas_de_Mortalidade/Tabuas_Completas_de
    _Mortalidade_2015/tabua_de_mortalidade_analise.pdf