Atividade física e diabetes: a história de duas irmãs que venceram esse jogo
 
Atividade física e diabetes: a história de duas irmãs que venceram esse jogo

Atividade física e diabetes: a história de duas irmãs que venceram esse jogo

Por Adriana Marmo
Saiba os principais cuidados que elas tomam para ter uma vida campeã

A atividade física e diabetes podem caminhar juntas sim, embora muita gente ainda pense o contrário. Exercitar-se é uma das maneiras mais eficazes de controlar a doença. Esportes e outras atividades físicas ajudam a controlar a glicemia1, pois usam a nossa energia para diminuir os níveis de açúcar no sangue. Manter-se em forma também é fundamental pois, quanto maior o peso corporal, mais insulina o organismo precisa. Outras vantagens do esporte, como combater o estresse e elevar a autoestima, também são sempre bem-vindas para quem tem diabetes ou para quem quer preveni-la.2

As irmãs gêmeas Daniela e Gabriela Arantes, 31 anos, são prova disso. Ambas são portadoras de diabetes tipo 1, diagnosticada em fases distintas: Gabriela em 2001 e Daniela em 2011. A paixão pelo esporte, no entanto, sempre fez parte da rotina das duas desde a infância. Elas começaram com o futebol, chegando ao nível profissional, representando o Brasil na categoria sub 17 da Seleção Feminina de 2001. Também praticaram tênis, natação, musculação, corrida e hoje estão juntas no golfe. Formadas em Educação Física, especializaram-se em atividade física e diabetes e, hoje, comandam uma assessoria esportiva.

Foi com a corrida que as duas colocaram em prática os desafios mais comuns para aliar, com segurança, as metas esportivas aos cuidados com a doença. Juntas, participaram de várias provas de 10 km, maratonas e até ultramaratona. "É difícil, mas é possível", diz Daniela. "É preciso ter em mente que a gente tem um órgão a menos trabalhando normalmente, pois nosso pâncreas não produz insulina suficiente. Mas, no geral, os outros cuidados que tomamos são hábitos saudáveis que todas as pessoas deveriam adotar".

A dieta das irmãs é balanceada e o acompanhamento médico é primordial, como em qualquer caso de diabetes. Elas comem religiosamente a cada três horas, ingerem álcool com muita moderação, evitam o açúcar e fazem as medições de glicemia com frequência, inclusive durante treinos e provas. Para facilitar a vida de atleta, usam a bomba de insulina, um dispositivo ligado ao corpo por um cateter, que libera minidoses do hormônio.

Quando estão participando de uma prova ou de um treino intenso, jamais começam a atividade de barriga vazia, e medem a glicemia com mais frequência, pois alguns sintomas de hipoglicemia, como cansaço e tontura são parecidos com a exaustão causada pelo exercício. Além disso, géis de carboidrato e balas estão sempre ao alcance das mãos, caso uma reposição rápida de açúcar seja necessária.

As medições de glicemia são a maior ferramenta para a prática de exercícios com segurança, e também para entender como o corpo reage aos exercícios. Atividade física, seja ela de alta ou baixa intensidade, é sempre recomendada para quem é portador de diabetes, mas é fundamental que seja orientada por um profissional e tenha o aval do médico. Outro detalhe fundamental é escolher uma modalidade que você goste, para que o estímulo seja constante.

Referências:

  1. http://www.abbottbrasil.com.br/viva-com-saude/controle/diabetes/alimentacao-e-exercicio-com-diabetes.html
  2. http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/75-capitulo-8-atividade-fisica-no-diabetes-tipo-1-e-2-bases-fisiopatologicas-importancia-e-orientacao