Doar sangue é simples e não dói
 
A doação pode salvar muitas vidas

Doar sangue é simples e não dói

Doar sangue é simples e praticamente indolor. Mesmo assim, o número de brasileiros que doam sangue ainda é pequeno. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal é que entre 3% a 5% da população de um país faça a doação de sangue regularmente. Aqui no Brasil, essa porcentagem está em 1,8% 1 e boa parte dos doadores não vai aos postos de coleta com a frequência necessária. O que torna a situação de muitos bancos de sangue preocupante em momentos específicos do ano, como nas férias de verão e feriados prolongados. No estado de São Paulo, por exemplo, a fundação Pró-Sangue informa em seu site2 que tipos de sangue estão com estoque em estado satisfatório ou crítico.

Enquanto o número de doadores permanece estável, a demanda por sangue e hemoderivados cresce. Com os avanços da medicina, as pessoas vivem mais, acabam tendo mais doenças degenerativas e precisando de mais sangue, plaquetas e remédios derivados de sangue. Não apenas pacientes que sofrem acidentes e perdem muito sangue precisam recebê-lo. O tratamento de várias doenças inclui esse tipo de recurso. Portadores de leucemia e câncer, por exemplo, costumam precisar de plaquetas após o transplante de medula.

Se você quer ser um doador, assista ao vídeo Como é Doar Sangue3, no qual o biólogo Paulo Jubilut, do site Biologia Total, explica todo o processo, da chegada ao hemocentro até a hora do lanche. No vídeo, que teve apoio da Abbott e da Fundação Pró-Sangue, Jubilut conta também o que é feito com o seu sangue, como ele é separado em hemácias, plasma e plaquetas, para atender a diferentes necessidades, e como é testado para garantir que esteja livre de qualquer agente transmissor de doenças.

Quem pode doar

Todas as pessoas saudáveis entre 16 e 69 anos, que pesem mais de 50 kg, em tese, podem ser doadoras de sangue. Mas há algumas restrições. Alguns impedimentos são definitivos, como ser soropositivo para HIV, hepatite B ou C, ter usado drogas injetáveis ou ter tido malária. Outros são temporários, como estar grávida, ter feito tatuagem nos últimos 12 meses, ter tido alguma prática sexual de risco nos últimos 12 meses ou mesmo ter estado resfriado nos últimos 7 dias.

Se estiver na dúvida, não doe. O risco de contaminar outra pessoa deve ser considerado, pois testes laboratoriais podem não identificar uma doença logo depois de ter sido contraída. Porém, se não se encaixa em nenhum dos casos acima, vale a pena dar uma passada no hemocentro mais próximo de sua casa. Uma única doação de sangue pode salvar até três vidas. Se estiver na dúvida se você pode ou não doar sangue, saiba quais são essas circunstâncias4 ou converse com a equipe do hemocentro mais próximo para identificar se você é um potencial doador. E se não puder doar, há outras maneiras de colaborar com essa causa tão importante. Afinal, ainda não existe um substituto para o sangue, algo que todos nós podemos necessitar um dia. Um simples ato de engajamento com a causa pode ajudar a salvar vidas.5


Referências

1. Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-06/doacao-de-sangue-18-da-populacao-brasileira-doa-sangue-meta-da-oms-e-3

2. Fundação Pró-Sangue http://www.prosangue.sp.gov.br/home/Default.html

3. Biologia Total https://www.youtube.com/watch?v=T6UXf8xFFUk&feature=youtu.be

4. Fundação Pró-Sangue http://www.prosangue.sp.gov.br/artigos/quem_nao_pode_doar.html

5. America's Blood Centers www.americasblood.org/about-blood/facts-figures.aspx