A garra de Eduardo na Maratona de Chicago
 
Para Eduardo, o apoio da família é fundamental para se conseguir um bom resultado nas provas.

A garra de Eduardo na Maratona de Chicago

Imagine correr a Maratona de Chicago – uma das Abbott World Marathon Majors –, ter a primeira filha e fazer aniversário. Tudo em menos de 10 dias. Pois foi o que aconteceu com Eduardo Yudi Miola Yshikawa, 37 anos. O maratonista cumpriu seu objetivo de fazer a prova em menos de 4 horas. Terminou o percurso de 42 quilômetros e 195 metros em 3 horas, 50 minutos e 30 segundos. Uma vitória para o atleta, para quem atividade física e saúde sempre correram juntas.

Analista do Programa de Relacionamento com o Cliente, Divisão de Farmacêuticos Estabelecidos (EPD) da Abbott, Eduardo já era faixa preta em judô antes de começar a correr, em 2000. Hoje, comemora o resultado em Chicago e o nascimento de Isabella em 13 de outubro, dois dias após seu retorno ao Brasil.

Vencendo os obstáculos

Cumprir o circuito exigiu muita garra do atleta amador. Na segunda metade da maratona, por volta do quilômetro 30, seu rendimento começou a cair. Eduardo sentiu "o peso de uma maratona", como ele mesmo diz. "Comecei a ter um princípio de câimbra e, para que minhas pernas não travassem, tive que controlar meu ritmo. E assim fui até o final", conta.

Conforme ele foi se aproximando da linha de chegada, começou a recuperar o rendimento inicial para concluir a prova de forma plena. "Foi bem bacana sentir o apoio da torcida da Abbott, que me deu mais força ainda", diz Eduardo, que nos momentos de dificuldade também se lembrou de seus avós, que participavam de provas de atletismo em competições de veteranos, desde 79.

Na hora de cruzar a linha de chegada, a alegria. E a sensação de realização e de dever cumprido.

Para Eduardo, a competição em Chicago tem de ser vista de maneira ampla, bem além de seus longos quilômetros. "Não foi só uma maratona, foi todo um projeto. Foi muito mais do que uma corrida", faz questão de dizer. E menciona o apoio dos responsáveis pelo seu treinamento e o incentivo da mulher, Lilian, fundamental quando "o corpo pedia minutos a mais de sono ou descanso", lembra ele.

De olho em 2018

Eduardo ainda não fechou seu calendário para 2018, mas já sabe que quer fazer pelo menos duas provas: uma maratona e outra meia-maratona. Também está em seus planos participar de uma competição de natação de travessia, talvez em Ilhabela, litoral de São Paulo, mas ainda não decidiu o local.

Sobre as Abbott World Marathon Majors, ele diz que tem vontade de participar da Maratona de Nova York. Mas a de Boston ou a de Tóquio também seriam interessantes. Por enquanto, são planos. A intenção é retomar os treinos aos poucos, dependendo de seu novo ritmo da mais importante tarefa que acaba se assumir: ser pai de Isabella.

O bom mesmo, por enquanto, é curtir a filha, não se preocupar tanto com dietas rígidas, apesar de continuar tendo uma alimentação balanceada. E, de vez em quando, poder tomar refrigerante, uma de suas grandes paixões. Fora isso, ele espera que 2018 chegue com mais conquistas. Afinal, o importante é se movimentar. Sempre.