Serotonina: por uma vida feliz, por uma vida positiva
 
Tomar sol e realizar exercícios físicos contribui para uma vida feliz

Serotonina: por uma vida feliz, por uma vida positiva

Ter uma vida positiva, uma vida feliz, também é um processo biológico. Os responsáveis por isso são quatro hormônios: serotonina, endorfina, dopamina e ocitocina. Uma simples alteração na produção ou absorção de uma dessas substâncias pelo organismo é suficiente para aumentar ou diminuir a sensação de felicidade ou de tristeza, dar mais ou menos ânimo e disposição. Vários estudos científicos atestam a relação que o desequilíbrio desses hormônios, especialmente a serotonina, possui com a depressão, mal que afeta mais de 300 milhões de pessoas em todo o planeta e está entre as principais causas de invalidez, segundo a Organização Mundial de Saúde1.

Essa substância tem um papel importante no tratamento e também na predisposição às doenças. Alguns estudos mostram que as emoções negativas estão diretamente relacionadas ao aumento dos casos de depressão2, enquanto a felicidade reduz a incidência de doenças mentais e emocionais. Pensar em levar uma vida positiva é mesmo uma questão de saúde.

A serotonina, conhecida como o hormônio da felicidade, é um neurotransmissor. Ou seja, é a substância química que faz com que os neurônios passem sinais entre si. Entre suas funções está a regulagem do ritmo cardíaco, do sono, do apetite, do humor, da memória e da temperatura do corpo. Ter essa substância em equilíbrio é fundamental para uma vida feliz e bem disposta.

A boa notícia é que, sem recorrer a remédios, existem várias maneiras para aumentar a produção dessa substância que acaba com o sentimento de solidão, trazendo uma sensação de bem-estar e felicidade. A ingestão de certos alimentos, bem como a adoção de hábitos saudáveis e algumas ações corriqueiras podem ajudar nisso.

Rever álbuns com fotografias antigas é algo que pode ajudar nessa missão. Um dos sintomas da depressão é esquecer os momentos felizes da vida. As fotos ou conversas com amigos ajudam a rememorar e elevam o humor. Mas um dos hábitos mais poderosos é mesmo a inclusão de uma rotina de exercícios físicos. A ciência comprova, por meio de várias pesquisas, que mexer o corpo funciona como poderoso antidepressivo e ansiolítico, que diminuem a ansiedade e a tensão3. Natação, corrida, ciclismo e outros tipos de exercício aeróbio estão entre os mais indicados. Experimente lembrar a sensação boa que você provou depois de dançar bastante numa festa com amigos: é a serotonina em ação.

Outra recomendação para elevar os níveis de serotonina no organismo é passar tempo ao ar livre, sentindo o vento no rosto e principalmente o sol na pele. A exposição solar é uma excelente alternativa para aumentar o hormônio sem ter de recorrer aos medicamentos. Essa prática, anteriormente aplicada para tratar casos de depressão sazonal (relacionadas a épocas mais frias do ano, quando faz frio e os dias são curtos e cinzentos), também provou-se eficaz em outros tipos de depressão4. E se a ideia é unir o útil ao agradável, pense no poder de uma caminhada no bairro, uma volta de bicicleta pelo parque ou uma corrida ao ar livre.

Felicidade também está no prato. E triptofano é o principal ingrediente da receita. Esse aminoácido essencial não é produzido pelo corpo humano e uma das melhores maneiras de obtê-lo é por meio da alimentação. Junto com a niacina, a vitamina B3 e o magnésio, o triptofano atua como precursor da serotonina e pode ser encontrado em alimentos como banana, abacaxi, kiwi, aveia, leguminosas (lentilha, feijão azuki), linhaça, quinoa, castanhas, semente de abóbora, carnes magras, peixes (atum e salmão), chocolate amargo, leite e derivados.

Com essas práticas, você pode aumentar os níveis de serotonina no organismo, que é o mesmo que injetar boas doses de prazer diário no cotidiano.

Referências

1. Organização Mundial da Saúde (OMS) http://www.who.int/whr/2001/en/whr01_po.pdf

2. The National Center for Biotechnology Information (NCBI) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15583908

3. The National Center for Biotechnology Information (NCBI) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11148895

4. The National Center for Biotechnology Information (NCBI) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2077351/