O que você precisa saber sobre diabetes
 
O que você precisa saber sobre diabetes

O que você precisa saber sobre diabetes

A doença, que atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, tem tratamento e, em alguns casos, pode até ser evitada. Mesmo assim, os números continuam crescendo. Entenda a situação do diabetes.

O diabetes é uma das únicas doenças não infecciosas que pode ser considerada epidêmica aqui no Brasil. De acordo com dados de 2015 da Federação Internacional de Diabetes (FDI), em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas adultas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento¹. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população brasileira. E, na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, poderia ter sido evitada.

O diabetes é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para controlar a quantidade adequada de glicose no sangue. Apesar de ser altamente tratável, sem os cuidados adequados, o diabetes pode causar consequências sérias. Quando o nível de glicose sobe e o paciente não é medicado em tempo, vem a hiperglicemia. Se esse quadro não for tratado de maneira adequada, pode, inclusive, causar problemas na visão, nos pés e também nos rins, nervos e coração ao longo dos anos.2

Já a hipoglicemia é o baixo índice de glicose no sangue, no geral abaixo de 70 mg/dl. É importante que o médico diga quais níveis são muito baixos para cada paciente e as condutas corretas em cada caso. Em situações extremas, a hipoglicemia pode levar à perda de consciência, ou até a crises convulsivas.3

Para se ter uma ideia, estima-se que apenas 1/3 dos pacientes siga as recomendações de monitoramento4 e 2/3 admitem pular o teste da ponta de dedo por considerá-lo dolorido e invasivo demais5.  Não controlar o diabetes pode levar a pessoa a ter mais episódios de hiperglicemia, hipoglicemia, colocando a vida do paciente em risco.

Ou seja, o que vai garantir a qualidade de vida é a combinação entre alimentação adequada – e isso significa tanto o cuidado com o que se come quanto o tempo dos intervalos das refeições - atividades físicas regulares, medição da glicemia, usar a medicação na quantidade certa sempre que necessário e, claro, fazer acompanhamento periódico com o seu médico.

Conheça os tipos de diabetes6:

Tipo 1

No diabetes tipo 1, a disfunção do pâncreas acontece por uma falha no sistema imunológico que ataca equivocadamente as células beta. Na prática, isso significa que pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Entre 5 e 10% das pessoas com a doença têm esse tipo de diabetes, e aparece, geralmente, ainda na infância ou adolescência, apesar de também ser diagnosticado em adultos.

Tipo 2

O tipo 2 ocorre quando o organismo não consegue usar de forma correta a insulina que produz ou quando o pâncreas não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o tipo 2. Ele se manifesta principalmente em adultos e, ocasionalmente, em crianças.

Gestacional

Como o nome diz, o diabetes gestacional acontece durante a gravidez. Nesse período, a mulher passa por mudanças fisiológicas importantes para que seja possível o desenvolvimento do bebê. Os hormônios produzidos pela placenta, por exemplo, acabam reduzindo a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. Logo, o pâncreas fica desregulado e aumenta a produção de insulina para compensar esse quadro. 

Pré-diabetes

O estágio pré-diabetes é comum em obesos, hipertensos e pessoas com alterações de gordura no corpo. Isso acontece quanto os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de diabetes tipo 2. Cerca de 50% das pessoas nessa etapa não desenvolvem a doença. É importante ter em mente que hábitos simples na rotina, que incluem alimentação saudável e a prática de atividades físicas regularmente, podem trazer benefícios não somente para o tratamento, mas principalmente para a prevenção da doença”, orienta Patrícia Ruffo, nutricionista e Gerente Científico do negócio Nutricional da Abbott no Brasil.

“As informações são fornecidas para fins informativos somente e não substitituem  a orientação de um médico ou outro profissional de saúde. Você não deve utilizar a informação contida aqui para diagnosticar um problema de saúde  ou doença. Você deve sempre consultar um médico ou outro profissional de saúde.”

Referências

1. Federação Internacional de Diabetes (FID). Off to the right start. Dia Mundial do Diabetes. Guidebook 2014. Site. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.idf.org/sites/default/files/wdd-guidebook-2014-en.pdf

2. Sociedade Brasileira de Diabetes – Complicações do Diabetes - http://www.diabetes.org.br/publico/complicacoes/complicacoes-do-diabetes [Accessado em junho. 2017]

3. Sociedade Brasileira de Diabetes – Hipoglicemia e Hiperglicemia - http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/hipoglicemiahttp://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/hiperglicemia[Accessado em junho. 2017]

4. Vincze G. Barner JC. Lopez D. Factors associated with adherence to self-monitoring of blood glucose among persons with diabetes. Diabetes Educ. 2004:30(1):112-125.

5. Wagner J. Malchoff C. Abbott G. Invasiveness as a barrier to self-monitoring of blood glucose in diabetes. Technol Ther. 2005;7(4):612-619.

6. Sociedade Brasileira de Diabetes – Tipos de Diabetes - http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes [Accessado em junho. 2017]