O que é viver ao máximo?
 

O que é viver ao máximo?

O que é importante para o brasileiro  quando o tema é viver plenamente

Intimamente relacionado a experiências de conquistas, alcance de metas, sonhos e coragem, (termo que vem do latim e significa agir com o coração), viver ao máximo é um conceito complexo,  que envolve o alcance de motivações essencialmente humanas. É uma questão individual e subjetiva, que não tem uma receita pronta.

Para o Dr. Esdras Vasconcelos, psicólogo clínico e professor titular da USP em Psicologia Social e do trabalho, a “vida ao máximo significa viver aquilo que a vida pode oferecer de bom, numa experiência que proporcione, independentemente do que seja, o sentimento do ‘confesso que vivi’”. O especialista, que atua principalmente em temas como estresse, amor e sexualidade, afirma ainda que "a maioria de nós vive com um círculo ainda em aberto. Falta um pedaço do ciclo para fechar. Viver ao máximo é chegar no topo máximo da experiência de auto realização”

Para o brasileiro, saber ficar bem consigo mesmo é o principal fator para viver plenamente. De acordo com a pesquisa "O que é para o brasileiro viver ao máximo?", desenvolvida pela Abbott em parceria com a área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Abril e Fórum Saúde da Editora Abril, este foi o conceito mais apontado pelos entrevistados (97%). O estudo contou com mais de 5.1 mil pessoas de todo o país respondendo a questões sobre o que as inspiravam a viver uma vida cheia de experiências ricas, independentemente de idade ou condição.

Entretanto, para ficar bem consigo mesmo, diversos caminhos foram levantados pelo estudo, como o bem-estar físico, a convivência em família, a espiritualidade, estar bem profissionalmente, pratica de esportes, entre outros diversos fatores. Isso mostra que, para viver em plenitude, é necessário somar vários ingredientes que não estão atrelados a apenas um campo de interesse. Por isso, aspectos específicos de estilo de vida e de visão de mundo refletem-se na discussão sobre o que é viver ao máximo: desapego; consciência, ideais e expansão.

Desapego

O desapego é a capacidade de se desprender de amarras para ter acesso a uma vida plena. Dar valor a prazeres simples da vida, não basear a felicidade no material, abrir mão de vaidade. Estes foram aspectos bastante apontados pela pesquisa no que diz respeito a viver ao máximo para o brasileiro.

Deixa-se nutrir apenas por sentimentos que acrescentam e fazem crescer foi um ponto que 80% dos entrevistados identificaram como importante para viver plenamente. Grande parte acha que equilibrar todas as obrigações, sem se cobrar, é muito importante para atingir este objetivo (82%).

Desapegar do passado também foi um aspecto bastante apontado pelos entrevistados (81%), e apenas 28% discordam que, para viver ao máximo, é necessário abrir mão do dinheiro ou das conquistas materiais para seguir os sonhos (55% concordam com esta premissa). Desprender-se das coisas, desapegar-se do dinheiro e da matéria e viver na simplicidade contou com 48% de concordância,   apenas 14% discordam totalmente disso. Já a posição oposta, a de adotar a postura de comprar tudo o que quer sem pensar nas consequências como forma de atingir a vida ao máximo foi rejeitada por 41% dos entrevistados.

Consciência

A capacidade de viver o “aqui e agora”, experimentando o momento presente com o corpo, mente e espírito, é uma das chaves para viver ao máximo.

97% dos entrevistados concordam que saber ficar bem consigo mesmo é muito importante para viver plenamente. Celebrar todas as conquistas e datas especiais com pessoas especiais também é algo fortemente apontado pelos brasileiros (87%), e aproveitar todos os momentos com a família (89%) e com os amigos (80%) é algo essencial para os brasileiros.

Segundo o estudo, 85% dos entrevistados valorizam viver o agora sem interferências externas. , Já estar em contato com a natureza é importante para  77% dos participantes. Além disso, 66% concordam que se conectar com o interior num momento de meditação traz a plenitude, e 63% acham que devem aproveitar o tempo presente, usufruindo os momentos intensamente sem pensar no que o futuro reserva.

Ideais

Ter um ideal e deixar-se guiar mais por ele do que por considerações práticas também é um dos caminhos para viver ao máximo.

Entre os ideais para ter uma vida plena, os brasileiros apontam a vitalidade como algo primordial. 95% dos entrevistados dizem que querem envelhecer de modo saudável e 91% pretendem envelhecer e não perder a juventude, mantendo-se ativo socialmente. Já 84% dizem que quer ter a oportunidade de conhecer e conviver com netos e bisnetos.

O coração e o entusiasmo também são bastante importantes: 96% dizem ser importante ter otimismo para lidar com adversidades, e 83% dizem que é preciso ter coragem para agir com o coração e 85% acreditam ser importante ajudar o próximo.

Expansão

A expansão é, das experiências, a mais ampla e pode se manifestar em diversos formatos, todos com mesmo destino: a ampliação da consciência. É por meio de viagens, amor, conquistas profissionais que o brasileiro espera viver ao máximo.

O estudo mostra que 94% dos brasileiros associam a plenitude a viajar e conhecer lugares novos, e 85% acreditam que para viver ao máximo é preciso abrir-se para novas sensações. Ter capacidade para ultrapassar seus próprios limites (88%) e não ficar preso a conceitos e regras (79%) também são aspectosapontados para atingir este objetivo.

O amor e a espiritualidade fazem parte desta expansão. Para 90% dos entrevistados, manterem-se ao lado de quem ama pelo resto da vida é essencial para esta meta. E dedicarem-se à espiritualidade ou religião é importante para 74%.

Os altos índices de concordância mostram que estas características são bastante presentes e fortes para o brasileiro. “Costumamos dizer que quando um índice atinge em torno de 70% é porque é quase uma verdade. Nesta pesquisa registramos índices acima de 90% para diversas respostas”, explica Andréa Costa, gerente da área de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril, responsável pelo desenvolvimento metodológico do estudo. A pesquisa tem margem de erro de 1,4 pontos para mais e para menos.